Safra saíde cido habibe

Cido,

meu querido avô palestino de olhar penetrante e mente inquieta; de princípios éticos e morais inquestionáveis e de um coração enorme.

Eu não estava em Natal no dia 24 de dezembro, quando você partiu para sua nova viagem. Nem eu nem alguns de seus outros netos. Mesmo que não nos façamos presentes fisicamente, pode ter certeza que nossos corações estão aí, com você, com vovó Mary, nossos pais, tios, primos, parentes e amigos. Aliás, não preciso dizer isso, você sabe…

Nos vimos pela última vez no dia que viajei; passei em sua casa antes de ir para o aeroporto. Você não estava podendo falar, mas nossos olhos se encontraram, e disseram muito mais do que conseguiríamos verbalizar. Não foi um momento de despedida, e sim de encontro, e de entendimento. Apesar das poucas palavras, lembro-me de ter dito que o amo, que me orgulho de ser sua neta, e que farei o melhor que puder para honrar a sua trajetória de vida e o que me ensinou.

Hoje, quero agradecer a Deus por ser sua neta e por ter podido usufruir tanto tempo da sua companhia, do imenso amor com que nos cercou, das muitas lições de coragem, respeito e de amizade que nos deu ao longo dos anos.

Hoje, quero dizer a você, Cido, que sou grata pela semente de vida que plantou e me gerou, e que irá perpetuar-se em meus próprios filhos e netos. Sou grata por ter vindo para o Brasil, permitindo que nós nascêssemos em um mundo de paz. Sou grata pelo exemplo de trabalho, força de vontade e de dignidade que nos deu. Sou grata pelas histórias que nos contava sobre nossa família e as tradições árabes, pelas conversas, brincadeiras, broncas e risadas que ficarão em minha memória. Sou grata por sempre se preocupar mais conosco do que com você mesmo, e tentar nos apoiar para que nos tornemos pessoas cada vez melhores.

Você foi um avô maravilhoso, Cido!

Não falo árabe, mas gostaria de terminar dizendo algo na sua, aliás, na nossa língua natal. Safra saíde cido habibe. Allá Iekun maac.

(Boa viagem vovô querido. Deus o acompanhe.)

Sua neta,
Louise

winter wonderland

Último fim de semana de Denise na Europa… fomos passear na Áustria.

Mas peraí, vamos começar do começo. Vôo direto pra mim era caríssimo comparado com fazer uma escala em algum canto. Traumatizada com a minha última tentativa, mudei a estratégia: peguei um vôo Valadollid-Londres de tarde e o outro, Londres-Bratislava, era só no outro dia pela manhã. Isso, além da segurança de não perder o vôo, me deu o luxo de passar mais uma noite em Londres. Eu e Denise, grandes fãs de musicais, já combinamos ir para o teatro. Só que nossos planos foram por água à baixo por culpa do trânsito infernal daquela cidade de tardezinha… Meu ônibus do aeroporto até o centro da cidade, que era para levar cerca de 50 minutos, levou mais de duas horas… o ônibus de Denise de Cambridge para Londres, também acabou atrasando mais de uma hora. Conclusão: perdemos a peça. Com nada para fazer, fomos tirar fotos na “ponte bonita”, coisa que nenhuma das duas tinha conseguido fazer antes.

Voltamos para o aeroporto e passamos a madrugada por lá. Jantamos, passeamos, assistimos Hairspray (como sempre!)… até que a manhã chegou e embarcamos. Passamos o dia dormindo pelos cantos: no avião, no ônibus para o centro de Vienna e no trem para Salzburg. Chegamos no fim da tarde, em tempo para ainda dar uma passeada por alguns dos Mercados de Natal espalhados no meio da cidade.

O dia seguinte foi bem mais proveitoso. Fomos até Bad Gastein e passamos a maior parte do dia bricando de neve! hehehehehe! Olha eu fazendo “o anjo”! Olha eu descendo de treno! Olha eu fazendo um boneco de neve! ô, vida boa…

Sério, a gente tava parecendo duas crianças pequenas. hehehehehe. Mesmo assim, voltamos para Salzburg, passeamos mais um pouquinho nos Mercados de Natal (a intenção era fazer um pequeno citytour da cidade, mas acho que uma foto com a estátua de Mozart e uma na frente da catedral não contam…) e fomos dormir em Vienna. Mas, antes disso, viagem de trem chiquérrima, (com direito a cabine própria, tomada pro laptop e tudo), e jantar típico austríaco!

O dia seguinte foi dedicado a explorar Vienna. Começamos Visitando a catedral, que, nas palavras de Denise, é “linda mas não fotografa bem”. Depois seguimos o roteiro indicado pelo meu guia: andamos na rua chique até o castelo. Depois pegamos um bondinho, que apesar de não ser turístico passa pela frente de quase todos os prédios importantes, que é um de cada estilo arquitetônico. Enquanto Denise brincava de marcar a rota do bonde no mapa, eu brincava de adivinhar de que estilo era cada prédio. hehehehehehe. No meio do caminho… bem, não tinha uma pedra, mas tinha vários Mercados de Natal, e isso acabou desviando nossa atenção… Fomos passear por alguns deles antes de continuar. Inclusive, comemos alguma coisa típica ai com chocolate quente. :) Depois das feirinhas, roda gigante, o que é sempre divertido. :D

Antes de ir embora, uma passadinha para olhar para o Danúbio Azul… que nem pareceu tão azul assim, mas talvez o fato de que já era noite tenha influído um pouquinho… hehehe.

que calor!

Puente na quinta, fim de semana prolongado. Sul da Espanha, lá vamos eu e Fernanda.

As três cidades que nós visitamos, são, na verdade, bem parecidas. Todas tem as mesmas características: uma influência árabe pesada e muitas, mas muitas laranjeiras!

Primeira parada: Córdoba.

Ela tem umas ruazinhas estreitinhas e tanta cigana
no meio da rua que dá medo… Aqui na Espanha elas sempre tentam dar umas plantinhas pra gente na tentativa de acabar roubando alguma coisa… ou pelo menos é isso que sempre avisam pra gente. Enfim. Monumentos importantes da cidade? Uma
mesquita sem lá muita coisa, um alcazár com uma vista bonita (tá, o jardim era legal também), e uma catedral com um teto divertido. Também tem uma praça que Cervantes mencionou em Dom Quixote… e a Plaza Mayor não chega nem perto da de Salamanca. E a frase célebre do Rei da Espanha está por todo lugar, inclusive nas paredes.

Segunda parada: Granada.

A maior parte do dia foi passado na Alhambra… na qual nem chegamos a entrar. Acredite, tentamos comprar os ingressos com mais de um mês de antecendência, mas simplesmente já estavam esgotados. Tivemos que nos contentar só com os jardins… que já são muitos e muito bonitos.

Eles também trazem umas vistas bem emolduradas da cidade junto. Depois da Alhambra, um breve passeio pelas ruas, com destaque para a panorâmica mais legal da cidade.

Para finalizar o tour do Sul da Espanha, um dia em Sevilha.

Começamos pela praça dos touros, com direito a ver a arena por dentro. Depois uma caminhada pela beira do rio, passando pela torre e indo até a Plaza de España, que não é uma das Plazas Mayores desse país, mas é tão bonita quanto uma.

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Em vez de ser quadrada, como uma Plaza Mayor, ela é em formato de meio círculo, e ao seu redor tem azulejos pintados para cada grande cidade espanhola. Esse é o de Salamanca.

Continuando o passeio, Catedral e Girona, ambas vistas por só fora porque estavam fechadas por causa do feriado. Ainda entramos no Alcazár (de graça para quem é estudante, diga-se de passagem), com os
jardins também belíssimos e enooooooooooooormes… sério, a sensação é que a gente tinha saído da cidade, chegado na África, talvez. E essa passagem, com certeza, dava no Amazonas.

Para terminar bem o dia (e o tour), show de flamenco sevilhense!

filme do Tim Burton

Mochilinha arrumada, passagem comprada, tudo pronto para ir para Vienna. Sai de Salamanca no último trem para Madrid, me encontrei com Fernanda e passamos a noite no aeroporto, já que o vôo saia às 6 da madrugada. Beleza. Dormimos no chão. Paciência. “Acordei” com dor de cabeça e com a garganta ruimzinha. Claro. Até aí não estava reclamando. Pegamos o vôo, chegamos à Barcelona, para finalmente pegar o vôo para Vienna. Só que, detalhe básico, tínhamos que trocar não só de vôo, mas de aeroporto. Não precisa nem dizer que isso foi um desastre, né? Corremos muito, mas chegamos no aeroporto de Girona 15 minutos depois que o vôo saiu… :mad:

E agora? Bem, como ainda não conhecíamos Barcelona, ficamos por lá mesmo. Depois dessa brincadeira de ficar passeando em aeroporto, já era finzinho de tarde. Então fomos andar. Começamos na Plaza Catalunia e fomos caminhando pela Ramblas, que é cheia de gente, não só pedestres mais também artistas de rua e quiosques vendendo de tudo, inclusive pintinhos. Quase uma festa de interior. Muito divertido. Descemos a rua toda, até o monumento à Colombo e a beira o Mar Mediterrâneo.

O sábado começa cedo. Sagrada Família logo de cara. Alguém me explica porque eu tive que pagar para entrar numa igreja que nem terminada está? Alguém? Porque eu não consigo. Tudo bem que é a obra-prima de Gaudi e tal, but still. A melhor parte foi subir no andar exterior de cima e bater foto da paisagem e dos vitrais. :mrgreen:

Segunda parada no tour de Gaudi: Parque Guell. Muito lindo. E não paga para entrar. :razz: A parte das pedras é muito legal, e os móveis da casa de Gaudi podem ser estranhos, mas o pátio é mesmo único.

Outras fotos célebres de Barcelona (e do Parque Guell): a onda e o dragão.

Continuamos com La Pedrera, onde o divertido mesmo é o teto. :smile: Alguns exemplos. Lá já é bem perto da Casa Batlló, que tem a fachada mais divertida que eu já vi. Me senti num filme de Tim Burton. Gostaria de ter entrado, mas cobrar 25 euros para entrar numa casa é uma prática que eu não apoio, logo… me recusei. :twisted: Mas assim mesmo, só a fachada já é suficiente para justificar a viagem.

Para terminar o dia, passamos pela Vila Olímpica… a primeira coisa do dia que não tem nada a ver com Gaudi. :lol:

Domingo de manhã, antes de ir embora, ainda visitamos a Catedral do bairro gótico, e confesso que foi uma das minhas catedrais favoritas na Europa inteira. Não pela igreja em si, mas pelo jardim. Olha que coisa linda!

Antes de ir para a estação de trem e encarar 11 horas de viagem de volta à Salamanca (com direito a três filmes para ajudar a passar o tempo), passada rápida pelo Arco do Triunfo, só para matar as saudades do irmão francês dele.

Portugal, take 2

Sexta-feira e sem planos para o fim de semana… Fui na estação de trem e comprei uma passagem para Portugal.

Sai no sábado de manhã bem cedinho no pior trem da Europa inteira. Fui até Coimbra. Primeira coisa a fazer, como sempre: procurar as informações ao turista… só que isso se provou um trabalho impossível. Tinha o endereço de dois pontos. Quando cheguei ao primeiro, haviam se mudado… Fui ao segundo: mesma história. Dessa vez tinha um mapinha para dois novos locais… Vale. Bati foto do mapa e fui seguindo até o novo primeiro… só que o local simplesmente não existia.

Nessa altura do campeonato, eu já tinha andado a cidade praticamente toda. Já tinha passado por: Praça da República, arqueduto e estátua a João Paulo II, Praça Dom Dinis e universidade (confesso que adorei o telhado colorido

Então entrei na biblioteca da universidade e acabei conseguindo um mapa por lá… Mas o outro ponto de turismo estava muito longe, as ruas estavam muito vazias e o último ponto turístico que eu queria visitar também estava meio fora do alcance… desisti e peguei um ônibus para a estação de trem… e peguei o primeiro para Fátima.

Aqui vale dizer que (a) eu não tinha planejado ir à Fátima, então não tinha estudado o meu guia e (b) eu ainda não sabia onde iria dormir naquela noite. Então, durante a viagem de trem, liguei para vovó, que tem uma amiga no Porto, para ver se eu podia dormir por lá… Mas vovó não estava conseguindo falar com ela.

Bem, voltando à Fátima… Se algum dia você for à Fátima, não vá de trem. Permanentemente proibido. Porque a estação é muuuuuuuito, mas muuuuuuuito longe do santuário, então a pessoa fica obrigada a pagar um táxi pra chegar até lá… Uma droga. :roll: Mas o santuário é muito bonito mesmo. E enorme!

Acabei conhecendo um senhor de uns 70 anos que foi me explicando tudo enquanto me contava toda a sua vida. Hora de se lembrar que eu sou psicóloga formada? hehehehehehe. Mas foi ótimo, já que ele, além do santuário, me mostrou onde era a rodoviária (e me poupou um dinherão na brincadeira) e o supermercado (para comprar mantimentos para a viagem! hehehe!). Ele também me disse que não me preocupasse com lugar para ficar no Porto. Que era só eu sair na rua da estação onde o ônibus ia me deixar e entrar em qualquer um dos lugares com placas de “residência” — e ele inclusive me recomendou uns nomes que ele lembrava. Bem, dito e feito. O primeiro que eu vi era São Jorge, um dos nomes que ele tinha mencionado. Por fora essas “residências” parecem pequeninas e meio malcuidadas, mas como o senhor disse que não tinha problema… Entrei. Vou te contar, ainda não tinha dormido tão bem e tão barato em toda a Europa.

Domingo no Porto. Acordei sem mapa da cidade e sem saber direito nem onde eu estava. Sai da “residência” e dei de cara com um daqueles ônibus de turista. Entrei sem pensar duas vezes e fui seguindo o trajeto. Passei pelo Palácio de Cristal, onde estava tendo uma exposição muito boa (que vai rodar toda a Europa) sobre DaVinci. Depois passeamos pela beira do rio e pelas pontes.

E especialmente para Fernando: gente pescando aqui também. hehehehehe.

No meio do caminho conheci uma brasileira por lá que também estava fazendo o passeio (claro!) e acabamos o passeio ao mesmo tempo. Então fomos ver a tal Árvore de Natal da qual os portugueses não param de falar. É a maior de algum canto… Portugal? Europa? Mundo? hehehehehe. Ouvi todas as possibilidades, mas creio que do mundo não é. Um guarda me disse que a do Brasil era maior. Enfim, é o primeiro ano que fazem isso e acenderam há pouco tempo, então no horário marcado para ela começar a piscar, tem um monte de gente no meio da rua olhando para a árvore. Sem contar que o engarrafamento que está ocorrendo porque os carros simplesmente param para olhar a árvore e bater foto… tsc tsc tsc. Coisa de português mesmo.

Falando nisso, a maior coisa de português de toda a viagem: achar a rodoviária para voltar para casa, que não era a mesma em que cheguei. O ônibus saia às 21hs. Comecei a procura às 17h, pelo escritório da polícia do turismo. Eles me indicaram um lugar. Fui. Não era lá. Me mandaram para outro. Fui… e também não era lá. Me mandaram para o outro lado da cidade… ainda bem que dessa vez era. Cheguei lá às 20hs. Já pensou se não tivesse ido procurar com tanta antecedência? :roll:

cidades medievais

Em dois fins de semanas seguidos fui à duas cidadezinhas medievais aqui por perto.

A primeira foi Toledo, que tem uma muralha muito bem conservada rodeando toda a cidade. Claro que é a primeira coisa que se vê quando se chega na cidade, e, na minha opinião, também é a que mais chama atenção no local. Fora isso, também visitamos a catedral… e lá dentro eu e Mariana, outra brasileira que também foi, nos perdemos do restante do pessoal. Então andamos um pouco pela cidade por conta própria e tiramos um monte de fotos… hehehehehe. Mas, vai, também não é como se a cidade tivesse muito mais o que ver fora isso… :razz:

Segunda viagem: Segóvia. Dessa vez fui só com duas brasileiras, Luciana e Isabella. Luciana é da minha sala… e de Natal! E ainda por cima foi aluna da minha mãe! Que coincidência! Mas, voltando, Segóvia… Então, o arqueduto é legal. :wink:

Fora isso, passamos na frente do Alcazar, que foi a primeira coisa que parece um castelo de conto de fadas que eu vi na Europa, mas não entramos. Mesma coisa na catedral. Ah, aqui tudo paga para entrar (um absurdo! eu não paguei para entrar na Notre Dame, porque vou pagar para entrar nessa?), e nada disso é especialmente famoso, então nos contentamos em ver de fora… Ah, segundo Luciana, essa casa também é famosa, apesar de eu não ter entendido bem porquê. Bem, claro que ai sobrou muuuuuuuito tempo, então ficamos jogando papo pro ar sentadas nos pés do arqueduto.

vida aquática

Segunda semana, segundo desastre aquático…

Estava eu muito bem no meu quarto, quando começo a ouvir um barulho estranho vindo do chuveiro (sim, meu quarto tem chuveiro e pia, mesmo sem ter banheiro). Ignorei. Mas o barulho não passava… Quando finalmente fui ver o que era, encontrei meu chuveiro inundado! A água tinha subido não sei como… Ai a dona da pensão começou a mexer, com e sem um desentupidor… quando a água começou a baixar, a minha vizinha do lado aparece no corredor, ainda enrolada na toalha. A água tinha começado a subir no quarto dela! Ai ficou naquela brincadeira… quando baixava aqui, subia lá… baixava lá, subia aqui… Quando finalmente baixou aqui e lá, escutamos a campainha… são as vizinhas de baixo, para contar que está tendo um vazamento enorme lá! Depois de muita confusão, resolveram chamar um encanador. Só que isso já era de noite… Para não ficar no meio da confusão, resolvi sair com o pessoal e quando voltei já estava tudo bem. Depois fiquei sabendo que o encanador tinha acabado de ir embora quando eu cheguei, e tinha passado a noite por lá! :lol:

Sério, depois disso, cheguei à conclusão óbvia que tudo acontece na Espanha.

meu primeiro puente

Então, feriado na quinta… Para aproveitar o puente, Fernanda veio à Salamanca na sexta. Como eu ainda não conhecia os pontos turísticos, aproveitamos e fizemos um citytourzinho… O curioso é que as coisas mais importantes de Salamanca são os detalhes, como o astronauta da fachada da catedral, a rã da fachada da universidade, as conchas da “Casa das Conchas”… Mas confesso que, para mim, o lugar mais bonito da cidade é mesmo a Plaza Mayor.

No sábado, exploramos Madrid. Fernanda tá morando aqui há alguns meses e foi minha guia particular. Começamos pela Puerta del Sol, com a estátua do ursinho e o marco zero. Depois andamos até a Plaza Mayor de lá (parece que toda cidade espanhola tem uma…). Daí passamos na frente do palácio, mas a fila para entrar estava dando volta em quarteirão… então passamos direto para a catedral. Depois seguimos para os jardins que eu já esqueci o nome… (Fernanda, me dá cola? :oops: ) Depois a praça que tem as estátuas de Cervantes e Dom Quixote e Sancho Pança. :mrgreen: Para terminar o dia, fomos até a Plaza de Toros, onde, como o nome já diz, acontecem as touradas. Mas tinha um circo (!) montado na frente e estava fechada para visitações… Então tivemos que nos contentar com a foto por fora mesmo.

De noite Fernanda me levou para sair com as amigas dela. Jantamos na casa de Elena, espanhola, que depois nos levou para uma festa cubana onde tocavam salsa. E no final da noite, tradição espanhola: chocolate con churros! No outro dia, era hora de voltar para Salamanca… o que se provou uma tarefa mais difícil do que se pensa. Fiquei feito uma bola de ping-pong da estação de trem para a de ônibus procurando passagem… até que finalmente consegui uma para um dos últimos trens da noite, e ainda tendo que trocar em Ávila… mas paciência. Pelo menos cheguei, e agora aprendi que Espanha não é Suiça, e passagem de trem tem que ser comprada com antecedência para não correr o risco de simplesmente não ter!

Balde d’água na cabeça

Primeira semana espanhola bem agitada.

Fato engraçado #1: Cheguei no sábado, e no domingo entraram no horário de inverno… logo, deveria ter atrasado meu relógio em uma hora. Mas ninguém se lembrou de me avisar isso… Então passei mais de uma hora sem saber se tinha ou não almoço na residência no domingo, para depois, quando eu desisti de esperar, virem brigar comigo perguntando porque eu ainda não estava na mesa. :!:

Fato engraçado #2: Vou pra aula na segunda-feira e já descubro que já tem um feriado na quinta. Como assim? Eu mal tive aula!

Fato engraçado #3: Véspera de feriado, saio com minhas colegas de turma. Em determinado momento, sentamos na calçada para jogar conversa fora e, cinco minutos depois, sentimos aquela coisa fria na cabeça. Água! Jogaram um balde de água nas cabeças da gente! :lol: Pra quem achava que isso era estereótipo de filme…

Indo para a Espanha

Na sexta-feira comecei a ir para a Espanha… Ou melhor, na quinta-feira, já que fui passar a noite no aeroporto. É, passar a noite, porque dormir com a malinha do lado era impossível. O check-in abriu às 4 da manhã e o vôo para Paris saiu às 6hs. Voltei para pegar minha segunda malinha, que eu tinha deixado por lá. Depois fui para a escola, usar a internet e encontrar o pessoal… Passei a tarde enrolando no apartamento das meninas até a hora de pegar o trem para Madrid, que só saiu à noite. Sorte que tinha “leito” e eu pude dormir… mesmo que não muito bem.

Chegamos em Madrid por volta das 10 da manhã, e eu ainda tive que pegar outro trem para Salamanca, o que se provou uma tarefa dificílima, já que eu estava com minhas duas malas e minha mochila e simplesmente não havia lugar para bagagem no trem… Ainda consegui colocar a mala pequena no bagageiro em cima da cadeira. A mala maior foi no lugar que deveriam estar minhas pernas, que foram, por sua vez, por cima da mala, e minha mochila… bem, era a cereja do sorvete, por cima de tudo.

Em Salamanca, não tinha mais condições de carregar tudo e finalmente cedi e peguei um taxi. Como sempre, conseguir entrar em casa foi um problema… Dessa vez, apertava a campainha da residência… de novo… mais uma vez… e nada. Passou um senhor e deixou a porta do prédio aberta. Entrei, para evitar o frio. Sabia que era no segundo andar, então comecei a levar minhas coisas para lá. Quando estava subindo a última mala, a dona da residência chegou e veio subindo atrás de mim. Ela perguntou logo se era eu a brasileira que ela estava esperando. Me mostrou meu quarto, me deu as chaves e logo perguntou se eu tinha orkut. :lol:

O cansaço era tanto, que logo depois do almoço (que aqui só começa às 2:30 da tarde), cai na cama e só levantei no dia seguinte.

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